31 de Janeiro de 2011

Não sei se estou a ser repetitivo!

 

Pouco me importa a minha ignorância,

o que me importa,

é o desejo de voltar a ser gente...

gente diferente de outra gente...

apenas gente!

 

Mas...

eu...

sei...

que nunca serei gente!

 

Para eu ser gente...

teria que ser igual a eles,

a todos os outros,

que para mim não são gente!

 

Não sendo eu gente...

afinal o que é que sou?

 

Diz-me tu...

meu grande amor...

que te tratei como se não fosses gente.

 

Eu...

sinceramente...

não tenho dúvidas.

 

Os sonhos de merda são feitos.

 

publicado por nus às 21:37 link do post
30 de Janeiro de 2011

Antes de ontem senti...

o que não gosto de sentir.

 

Uma tristeza profunda.

 

Como se tivesse perdido...

o que nunca tive!

 

E...

interrogando-me...

sobre a origem dessa tristeza...

ainda fiquei mais triste.

 

Porque me fica a dúvida...

 

Terá morrido alguém...

alguém que me amou...

perdidamente...

sem eu saber?

 

A dúvida,

o mais bastardo dos sentimentos,

também se permite magoar-me...

 

Só para seu puro prazer!

 

 

publicado por nus às 20:52 link do post
25 de Janeiro de 2011

Podia ter feito tudo...

tudo o que me apetecia fazer!

 

Bastava-me ter tido,

porque isso me convinha,

a paciência de esperar pelo tempo!

 

Mas não a tive!

 

Ainda hoje não a tenho...

porque sou um ser impaciente!

 

Perdi tudo...

Foi bom!

 

 

publicado por nus às 21:36 link do post
21 de Janeiro de 2011

Eu fiz o que tinha a fazer.

 

Criei um mundo perfeito...

e demorei pouco tempo a fazê-lo!

 

eLE...

nunca me perdoou,

a ousadia do acto feito!

 

Por isso eu pago,

da forma mais monstruosa,

a ousadia de não o sendo,

me comportar como sendo,

o criador de algo perfeito!

 

eLE cometeu o erro...

o de me subestimar,

sendo eu um objecto imperfeito...

 

Inveja...

digo eu...

 

eLE nunca me compreendeu!

 

 

publicado por nus às 21:57 link do post
17 de Janeiro de 2011

Sonhos são invenção...

de quem os inventa.

 

Em sonhando...

deixa-se de ser gente...

vive-se num mundo diferente.

 

Digo-te eu...

quem em sonhando....

ser um ser diferente....

tornei-me igual a tantos outros.

 

O sonho não vale nada...

a menos que sonhes em dormindo...

porque esses têm valor...

são teus...

embora os não entendas.

publicado por nus às 20:50 link do post
15 de Janeiro de 2011

Hoje trataram-me por jovem!

 

Há quanto tempo...

um ser humano não me tratava desta forma!

 

No fundo...

no meu intimo fiquei contente...

há quanto tempo não me  tratavam desta forma!

 

Não tive coragem...

tenho que o reconhecer...

de lhe dizer a medida do meu tempo...

do tempo que mede a minha idade!

 

Se o tivesse feito...

baralharia necessariamente a sua forma de pensar...

destruiria todos os seus conhecimentos!

 

Não tenho esse direito...

porque a ilusão é um direito de cada um!

 

Digo eu Adão de meu nome filho do meu Deus!

 

 

 

 

 

 

publicado por nus às 21:10 link do post
14 de Janeiro de 2011

É um desconsolo...

desconsolado...

pensar em ti,

mulher que eu amo,

como quem ama o pecado.

 

É um desconsolo...

tremendo...

viver vivendo sem viver,

a vida que não existe,

pelo pecado inventado.

 

 

 

publicado por nus às 20:43 link do post
11 de Janeiro de 2011

Estou a experimentar...

 

Ora sendo homem...

ora sendo mulher...

posso fazer o que me apetece...

sem nada de tudo fazer!

 

Fico-me pelo meio...

 

Não sou homem...

não sou mulher...

e fazendo tudo o que me apetece...

não sou nada!

 

Estou a experimentar...

o gozo de ser nada.

 

 

publicado por nus às 21:14 link do post
09 de Janeiro de 2011

Chamam-me de prostituta...

só por vender o meu corpo!

 

Mas...

em o vendendo...

nunca o vendi...

no seu todo!

 

Chamam-me de prostituta...

e com toda a razão!

 

Eu vendo parte do corpo...

mas nunca me vendi a mim...

nunca me vendi no todo!

 

Chamam-me de prostituta...

os falhados que me compram...

da forma que eu me vendo!

 

publicado por nus às 21:11 link do post
09 de Janeiro de 2011

Sentei-me...

ajustei o banco...

 

Entrelacei os dedos...

intensamente...

para em seguida...

os libertar...

 

Deixei-os correr...

livremente...

por todo o teclado...

 

Era...

foi...

o meu momento de glória...

 

Do piano saiam notas musicais...

e cada nota que saía...

sentava-se numa cadeira vazia!

 

Durou tempo sem fim...

para meu contentamento...

o meu êxtase...

 

Tudo isso só foi possível...

porque o auditório estava vazio!

 

 

 

 

 

publicado por nus às 14:25 link do post
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